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EXECUCAO
Irã executa manifestante de 26 anos após julgamento relâmpago
Erfan Soltani, um jovem iraniano de 26 anos, teve sua execução por enforcamento marcada para 14 de janeiro de 2026, tornando-se a primeira execução ligada aos protestos antigoverno que começaram em dezembro de 2025 no Irã. Soltani foi preso na quinta-feira, 8 de janeiro, em sua casa no distrito de Fardis, em Karaj, por sua conexão com manifestações contra o regime dos aiatolás. Durante três dias, sua família não teve informações sobre seu paradeiro, até que no domingo (11) agentes de segurança confirmaram que ele estava sob custódia e já havia sido condenado à morte. O caso choca pela rapidez e falta de transparência do processo judicial. Erfan foi condenado sem acesso a advogado e sem qualquer audiência em tribunal para julgar seu caso. A sentença é por "Moharebeh" (ódio contra Deus ou inimizade contra Deus), crime punível com morte no Irã. Sua família foi informada que a sentença era definitiva e teve permissão para apenas uma breve visita de despedida de cerca de 10 minutos. Uma fonte próxima à família revelou que até mesmo um parente que é advogado tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança, que disseram: "Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada". A repressão aos protestos no Irã já deixou cerca de 2.000 mortos, segundo um membro do governo iraniano à agência Reuters. Outras organizações de direitos humanos reportam números diferentes: o grupo HRANA, com sede nos EUA, contabiliza 538 mortos e mais de 10.670 detidos até 11 de janeiro. As manifestações começaram por causa da grave crise econômica e forte desvalorização do rial, mas evoluíram para pedidos pelo fim do regime dos aiatolás, no poder desde a Revolução de 1979. O líder supremo Ali Khamenei autorizou a criação de tribunais especiais para julgar manifestantes, considerados "terroristas" pelo regime.
Ver notícia completaINJECAO
Nova injeção semestral previne HIV com quase 100% de eficácia
A Anvisa aprovou uma injeção revolucionária para prevenção do HIV que só precisa ser administrada a cada seis meses. O medicamento lenacapavir (Sunlenca) representa um avanço significativo em relação à PrEP oral tradicional, que exige comprimidos diários. A injeção subcutânea demonstrou eficácia de 100% na prevenção do HIV-1 em estudos com mulheres cisgênero, sendo considerada pela OMS como a melhor alternativa após uma vacina. O mecanismo do fármaco inibe o capsídeo viral, impedindo que o vírus se replique no organismo. A facilidade de administração semestral pode melhorar significativamente a adesão ao tratamento preventivo, um dos principais desafios da PrEP oral. A indicação é para adultos e adolescentes a partir de 12 anos sob risco de contrair o vírus.
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